Ontem recordei-me de vários amores. Vi alguns vídeos de crianças africanas, dançando, felizes, alegres com seus corpos a bailar. Lembrei-me de como a música me fascina, de como a dança me envolve e de como fico maravilhada ouvindo música e vendo alguém dançar.

Não foi uma simples lembrança de algo que sempre gostei, tratava-se de uma reflexão sobre como cresci e deixei de lado coisas que me trazem quietude, que me fazem sorrir pelo simples fato de vivencia-las.

Pensei em como deixamos de lado nossas alegrias, por uma vida dura, agitada, competitiva. Pois o competitivo se dá bem no mercado.

Mercado?

Quando foi que nos deixamos virar mercadorias?

Materializar e responder tudo com questões lógicas e palpáveis virou coisa dos instruídos, e valores minuciosos a uma esfera maior que não se pode tocar, mas sentir, isso virou coisa de gente inocente, de pessoas “sem instrução” que acreditam pela pura fé de acreditar. Pelos menos é assim para aqueles que acreditam estarem instruídos de todas as respostas materiais e objetivas para as coisas.

Esquecem-se que a fé vem do sentir, vem de dentro. Uma certeza que não se consegue explicar e muito menos passar para o outro. É algo único. Imensurável, impagável e totalmente esclarecedor para aquele que a possui.

Até aquele que vislumbra uma certeza, seja através de uma experiência com a projeção, seja por uma experimentação mediúnica, mesmo estes possuem a SUA certeza. Uma certeza que não há como repassar nem como explicar.

Nego-me a acreditar que somos simples objetos. Não é assim que me sinto, não é assim que sinto a humanidade e todos que estão ao nosso redor. Não somos mercadorias de prateleiras servindo a propósitos vazios de coração, vazios de sentimentos e emoção.

Somos seres de luz, de paz e de amor. Até aqueles que momentaneamente não se vêem assim. Todos somos centelhas divinas com o Pai em nós. Todos somos seres capazes de mais;

Amor, calor, humor.

Todos somos amor.


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