Transcender aquilo que não faz mais sentido é fundamental para continuarmos os nossos passos e abrirmo-nos ainda mais para novos ciclos.

Alguns textos do passado falavam de algoz e vítima, assediador e assediado, carrasco e mártir. Atualmente, o leque vem se abrindo ou o papiro sendo desenrolado e quanto mais olho, mais vejo dois pontos de uma mesma essência. Onde o “amor” (condicional) e o ódio se entrelaçam, ao passo que num momento pode-se estar numa extremidade da reta, no outro, uma volatilidade que transpassa de um extremo ao outro num piscar de olhos.

Transcender aquilo que já não fazia sentido antes, apenas era suportado devido a ânsia pela experiência, mas uma vez experimentado, uma vez transmutado. E se ainda não foi, observe o que está sendo repetitivo e veja como sua alma anseia por superar essas experiências já vivenciadas tantas e tantas vezes. É como se o coração já não aguentasse mais e pedisse:

“Por favor, me ouve!”

Quando paro e observo tudo isso em mim; toda essa capacidade de movimentação entre um ponto e outro de uma linha tênue e toda essa necessidade urgente de transmutação dessa dualidade, vejo que tudo isso nada mais é que um pouco mais de *evolução.

*A palavra “evolução” tem sua origem no latim, EVOLUTIO “ação de desenrolar pergaminhos”, que é um derivado de EVOLVERE, “desenrolar livros/pergaminhos”. O significado deste vocábulo grego é bem distante do que conhecemos hoje, e apenas em 1832 que “evolução” ganhou o significado de “desenvolvimento para um estágio mais avançado”.

Desenrolar um pouco mais o papiro que há em mim, identificar outros traumas, outros medos, mais informações a serem transmutadas; superá-las uma a uma e reencontrar cada vez mais os verdadeiros conhecimentos destes manuscritos que sempre estiveram grafados no meu Eu.

Não existe algoz nem vítima, o que sempre existiu, foram vivências experienciadas por seres em busca de experimentar aquilo que já se sabia.

Os comportamentos padrões, o vício nas atitudes perante situações que necessitam ser transcendidas é o que nos mantêm num estado contínuo, sem ascenção.

Necessário é que se observe cada ponto repetitivo, que nos mantém no mesmo lugar e superemos-os, como uma criança que se levanta e dá os primeiros passos em direção à sua liberdade existencial.

 

 


Fonte:

*Evolução: gramatica.net


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