Essa experiência foi bastante interessante pois a princípio não recordei-me desse amparo. Inicialmente meu cérebro associou como um sonho, mas com algumas partes muito nítidas e reais. Acredito que os fatores para essa associação do cérebro como um sonho tenha sido por vários motivos :

  • Talvez por ter sido uma vivência bastante diferente do que temos como realidade aqui encarnados;
  • Também por ainda ser algo novo para mim, e para que eu não ficasse muito impressionada e algo que eu fizesse pudesse interferir no auxílio;
  • Ou também por ser algo tão diferente e tão novo, que meu cérebro físico não tivesse outra situação, outra experiência parecida para conseguir correlacionar e absorver de forma clara toda aquela situação. Acredito que meu cérebro tenha feito uma associação com o que tivesse de mais próximo do que estava acontecendo…

O fato é que eu estava achando que se tratava de um sonho onírico e que essa projeção teria começado no corredor de uma casa grande, toda de madeira, ao lado de uma escada bonita, também de madeira, a qual relatei neste post. Essa sim foi uma experiência com a projeção totalmente lúcida. Vi-me Claramente em projeção, com total lucidez de que estava ali e do que estava acontecendo, porém ao retornar para o corpo físico e rememorar todo o percurso por onde passei, lembrei que antes de me perceber naquela sala, eu estava em projeção, e ao refazer todo o percurso do que eu estava achando que era um sonho, tive certeza de que se tratava de uma projeção com amparo.

Minhas lembranças começam comigo em frente a uma casa. A qual meu cérebro associou como sendo a antiga casa dos meus avós, que hoje em dia já nem moram mais lá. Estava na rua, de frente para a casa, eu e uma série de “pessoas”, eram bombeiros e policiais. Estavam ali porque os donos da casa haviam saído e deixaram algo dentro da casa ligado. Não sei ao certo o que era, mas era tipo um gás vazando ou algo parecido. Claro que em vigília, raciocinando sobre o ocorrido, vejo que não era tão físico assim, mas sim uma associação feita pelo meu cérebro, foi a forma como vi toda a situação. A impressão que tive do ocorrido era que se não conseguissem entrar naquele lugar, poderia haver algum dano maior e prejudicar inclusive quem estivesse ao redor.

Os policiais e bombeiros, depois de um tempo tentando acesso à casa conseguiram abrir o portão, entraram e resolveram a situação. Logo após já me vi no quintal da casa, na lateral do lado de fora, andando num passeio ao lado da parede, era como um corredor que dava acesso aos fundos do local. Eu estava indo em direção aos fundos, nesse momento o lugar já era totalmente diferente da casa dos meus avós e eu fui entrando em direção a um quartinho que existia nos fundos dessa casa. Um quarto com um banheiro apenas. Eu sabia que ali dentro tinha uma moça, a qual meu cérebro associou como uma prima. Eu somente tive essa sensação, pois em momento algum eu vi claramente o rosto dessa pessoa e depois acordada e rememorando tudo, tenho quase certeza de que não era algum parente e sim uma associação feita pelo meu cérebro.

Ao chegar na porta desse quartinho vi aquela mulher, não parecia ser idosa, uma mulher de meia idade. Ela estava dentro daquele quarto nos fundos daquela casa e não aceitava sair dali por nada. Entrei no quarto, o qual tinha apenas uma cama de solteiro e um banheiro ao fundo. Ela estava sentada na cama, que ficava encostada na parede e de frente para a porta. Sentei-me ao lado dela e comecei a conversar com ela. Na verdade, Desde a hora que cheguei na porta do quarto e a vi lá dentro falei:

-Você estava aí o tempo todo? Mas você não viu que estávamos lá fora tentando entrar? Porque você não foi lá abrir o portão para a gente ou porque você não entrou lá na casa da frente e resolveu o problema?

Eu não me recordo, mas pelo que me lembro, ela não falava nada.

A sensação que eu tinha era que ela não saia dali para nada, que estava ali há muito tempo e não aceitava sair dali.

Eu sentada ao lado dela, continuei falando e chamando a atenção dela. Lembro que eu falava de uma forma brava, disse a ela que o problema na casa poderia afetar a ela inclusive e que se não tivessem conseguido entrar e resolver, ela também seria prejudicada.

Depois de um tempo que eu estava ali, falando com ela que ela devia ter ajudado, entrou um homem no quarto. Eu vi o rosto dele perfeitamente, com muita nitidez, lembro-me claramente dele. Tinha uma estatura mediana, calvo, um rosto bem redondo e  usava roupas comuns, calça e camisa de botão, tipo camisa social. Na minha associação cerebral, no que achei que foi um sonho, ele era um policial, mas na minha análise de todo esse ocorrido já em vigília, percebi claramente que se tratava de um mentor.

Ele entrou e ficou de frente para a moça, agachou para que seus olhos ficassem na mesma altura dos olhos dela e começou a lhe dar conselhos. Foi tão lindo. Eu lembro que enquanto ele falava com ela eu pensava que tudo o que todos aqueles conselhos também servia para mim. Serviam para todos nós. Ele dizia que ela devia pensar mais nos outros, com uma voz suave e palavras calmas, falava que ela deveria pensar nos outros em tudo o que ela fosse fazer. Que ela não deveria pensar só em si. E a última frase que o ouvi dizer foi:

“-Em tudo que você fizer, pense sempre nos outros.”

Dali já me vi andando novamente no corredor indo em direção ao portão de saída. Não sei se ela saiu do quarto, não recordo, mas pelo fato daquele mentor ter entrado no quarto e ter conseguido passar seus conselhos àquela, acredito que tenham conseguido tirá-la dali.

Eu estava um pouco chateada comigo por ter falado brava com a moça. E talvez por uma baixa sintonia dos sentimentos tristes e densos, fui parar em uma esquina no plano astral de um lugar que eu conheço no plano físico. Prefiro não falar claramente onde é, pois tudo o que vi neste lugar reflete claramente o clima dele aqui no plano físico. Não recordo como fui parar neste local, apenas me vi ali.

Eu estava descendo a rua e nessa esquina que na zona etérica estava idêntica ao plano físico. A beira da calçada haviam três homens enfileirados. Os dois da frente eram mais velhos e o rapaz de traz era mais novo (tipo uns 60 anos e 30 e poucos anos aparentemente). Eles estavam ajoelhados, quase chegando na esquina com a outra rua. Faziam movimentos de abaixar e levantar a cabeça em direção ao chão. Os dois mais velhos que estavam a frente, ao levantar a cabeça do chão cuspiam na rua. Eu não sei explicar, mas na hora que vi aquela ação eu soube que eles faziam aquilo por ser uma tradição antiga e o mais novo não fazia aquele ato de cuspir, por que tratava-se de mera tradição sem valor substancial para o rito deles. Ao chegar na esquina vi que toda a rua debaixo, que fazia cruzamento com a rua onde estavam os homens, havia atrás deles, uma fila enorme de “pessoas”, espíritos fanáticos por adoração, seita, ritos. Meu pensamento foi: -Eles estão cercando essa casa que fica na esquina e que logo tomarão tudo por aqui.

Fiquei um tempo parada ali, no meio da rua, mais distante deles, olhado para aquela cena e observando todo aquele fanatismo, foi quando uma mulher chegou perto de mim. Ela tinha um cabelo castanho, liso, na altura dos ombros, era magra e vestia um vestido claro, parecia cinza. Ela parou na minha frente e falou:

-Parece estranho não?

-Sim. Respondi intrigada.

-Volte qualquer hora para nos conhecer. Disse-me ela, fazendo-me um convite para conhecer aquela prática.

Olhei para ela com o que no plano físico chamaríamos de testa franzida e deixei-a falando sozinha, mostrei que não tinha interesse algum em fazer parte daquela prática. Afastei-me e vi que ela foi interceptar outro que passava na rua naquele momento. Ela era tipo um recrutador para aquele grupo.

Ao afastar-me daquele lugar, resolvi seguir na rua, em direção contrária àquelas criaturas, na próxima esquina, resolvi subir a rua seguinte. Era tão íngrime que parecia mais num ângulo de 90 graus. Observei que até a “recrutadora de fiéis” ficou espantada observando-me subir aquela rua tão aclivosa. Foi nesse momento, que escalando aquela rua com as mãos e os pés, tive uma lucidez completa de que estava ali, pois recordo que pensei:

-Quem estiver vendo meu corpo físico deitado agora vai rir de mim, pois deve estar parecendo aqueles cachorrinhos naquelas compilações de vídeos, que aparecem dormindo, sonhando e mexendo os pés e as pernas incessantemente. Tive esse pensamento, por que sentia que estava movimentando meus pés e senti o cobertor roçando nos dedos dos pés. Após pensar isso ri e continuei ali, escalando aquela rua alta e escura. Lembro que não enxergava nada, apenas no alto via uma pequena luz muito fraca, mas por todos os lados era total escuridão a ponto de não dar para ver nada ao redor. Quando pensei sobre o meu corpo físico e todo aquele movimento tentando sair dali, lembro vagamente de alguém falando em minha mente. Uma voz masculina, este começou a me passar alguma informação direto na minha cabeça, no momento que aquele contato ocorreu, eu entendi tudo o que estava ouvindo, mas ao acordar não consegui lembrar o que foi falado nem como saí dali, pois logo após recobrei a consciência num corredor, ao lado de uma escada de madeira, a projeção totalmente lúcida que descrevi aqui. Nessa projeção vivenciei um voo incrível, experiência magnífica que acredito ter sido patrocinada pelos mentores após o auxílio realizado anteriormente.


1 comentário

Rossana Chaves · 12/07/2019 às 10:43

Que maravilha! gostaria de contar alguns sonhos que também já tive, que não sei identificar se foram no astral ou não. Muita luz e paz para vc!

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