Esta foi a segunda vez que tive uma projeção sabendo de que se trata uma projeção astral.

Era manhã do dia 21/10/2016, havia tentado uma projeção na noite anterior, ao me deitar, mas sem sucesso. Fiquei tentando sair do corpo de forma consciente, até que depois de um bom tempo sentindo apenas vibrações, virei para o lado e dormi. Na manhã do dia seguinte, acordei sentindo EV (estado vibracional), fiquei calma e logo me senti flutuando. Estava flutuando em cima da cama, pensei em ficar em pé e de repente me vi da forma como imaginei. Estava ao lado da cama, de frente para mim, para o meu corpo deitado, todo “torto”. Aquilo me deu uma certa agonia, pois nunca tive vontade de ver meu corpo, de me ver estando fora de mim. Lembro que vi uma cabeleira preta espalhada pela cama (meu cabelo é grande em comprimento e quantidade rs). Na hora que vi aquela quantidade de cabelo, pensei, –Ah meu Deus! É o meu corpo!– Olhei para o lado e vi o Vitor, meu esposo, dormindo do meu lado. Logo pensei em dar a volta para vê-lo, pois cogitei que, como tenho costume em vê-lo dormir, talvez não acharia estranho olhá-lo dormindo.

Bastou pensar em dar a volta pela lateral da cama e lá estava eu, me dirigindo para o lado que ele dorme. Quando cheguei mais perto da cabeceira da cama, vi que em cima do criado mudo que fica do lado dele, havia um cachorrinho, todo enroladinho, dormindo ali. Vi as costinhas do cãozinho cinza, como num caracol envolto em seu corpinho. Naquela posição que os cães adoram deitar para dormir. Quando o vi me emocionei tanto, pois amo animais! Principalmente cãezinhos, tive cães a minha infância toda. Naquele momento pensei:

-Oh!!! Tem um cachorrinho ali!

Quando pensei isso, foi como se ele ouvisse meu pensamento (e ouviu), ele virou para mim e veio em minha direção, todo feliz, querendo carinho. Lembro que olhei para sua carinha e falei:

-Oh! É a Suzi!

Suzi é uma cadelinha que mora na casa dos meus pais há alguns anos. Ela foi abandonada por vizinhos que se mudaram e a deixaram na casa vazia. Ela ficou durante um tempo na rua, com os vizinhos cuidando, mas depois de alguns maus tratos meu pai e meu irmão resolveram levá-la para casa. Desde então ela vive na casa dos meus pais.

Fiquei ali, fazendo carinho nela, muito feliz e ela também. A sua atitude foi idêntica de um cachorrinho que nos vê depois de um tempo, ela não se continha de tanta felicidade e apreciava com enorme satisfação cada carinho meu. Ainda ali, fazendo carinho nela, pensei em chamar meu esposo e mostrar-lhe que a Suzi estava ali. Quando me virei para a cama, não o via mais, a cama estava vazia, vi apenas uma coisa azul, pensei o que seria aquilo, pois eu não conseguia enxergar com clareza nessa hora, tentei tocar aquilo e era duro, tive uma sensação de tocar algo estranho. Depois em vigília, acordada no corpo físico, percebi que havia sim algo azul na cama, era o short do meu esposo, acho que minha mente pode ter se confundido, sei lá.

Logo após tentar tocar aquele objeto e verificar que o Vitor não estava mais na cama, fiquei um pouco apavorada, pois pensei, que há pouco ele estava ali e agora não está mais! E chamei-o uma vez, e na segunda vez gritei seu nome. Ele me respondeu e percebi que o som vinha do banheiro. Fiquei aliviada e achei que talvez ele tivesse se levantado e saído do quarto enquanto eu estava distraída com a Suzi. Nessa hora considerei voltar ao corpo, pois ele já estava levantando para ir para o trabalho e eu queria lhe contar a experiência.

Foi pensar em voltar para o corpo e já me vi flutuando em cima da cama, descendo levemente em direção ao meu corpo. Lembro de me sentir em catalepsia projetiva, sentia-me no corpo, mas presa, sem conseguir acordar ou mexer. Na hora lembrei que essa sensação é normal e fiquei ali, calma, esperando que tudo se ajeitasse. Comecei então a ouvir vozes, pareciam pessoas dentro de um ginásio de esportes. Nessa hora tive medo, mas por puro condicionamento, puro costume. Grande parte das vezes que eu estava “presa” no corpo, ouvia vozes e logo sentia muito medo, pela falta de conhecimento do assunto. Novamente fiquei calma e de novo pensei que aquilo era normal. Havia já escutado dos estudiosos sobre o assunto, que ouvir vozes nesses momentos é comum.  Foi quando meu esposo entrou no quarto.

-Eu não consigo acordar Vitor. Eu disse com muita tranquilidade e até em tom de brincadeira, como costumamos fazer.

-Tá com o campo energético muito energizado? Respondeu-me ele com muita segurança na fala. Mesmo sem nunca ter estudado nada sobre projeção astral, pelo menos não nessa vida, rs.

Primeiro respondi que sim, concordando plenamente com ele, como se eu soubesse do que se tratava e senti em milésimos de segundos que realmente sabia. Mas logo depois de concordar veio a razão desta encarnação, desta vida e como eu ainda não havia estudado sobre energias e sobre campo energético, foi como seu eu tivesse ouvindo aquela frase pela primeira vez. Foi muito estranho, pois num momento eu sabia do que se tratava e concordei, logo depois já não sabia mais.

Considerei sua fala. –Nossa! Olha isso que o Vitor falou: “Campo energético muito energizado”, tenho que lembrar disso quando eu acordar! Vou me esforçar para lembrar dessa frase e procurar saber depois o que é isso!”–

Depois de pensar assim, lembro que ficamos conversando um pouco mais, sobre roupa, sobre plasmagem de roupa, mas infelizmente não sei dizer o que foi, quando acordei pouco tempo depois com o despertador, não consegui rememorar essa última conversa sobre plasmagem de roupa.

Ao acordar, percebi que o Vitor ainda estava do meu lado, dormindo. Fiquei ali, quieta, lembrando de todo o ocorrido. Porém, quando chegou na parte do cachorrinho, não me aguentei e o acordei para lhe contar que tinha um cãozinho dormindo do seu lado (rs). Ele me disse que quando eu lhe chamei, eu realmente falei com o corpo físico, falei seu nome tão alto que ele acordou e me respondeu, mas logo viu que eu estava dormindo, pois estava falando algumas coisas que não dava para entender. Como ele estava com muito sono, voltou a dormir e não prestou atenção no que eu falava, apenas ouviu que eu o chamei.

Fatos curiosos dessa projeção

Alguns eu havia adquirido conhecimento há pouco tempo e outros eu ainda não tinha ouvido falar, os quais com estudo posterior, percebi que aconteceram nessa experiência.

  • Encontro com animais. Os animais também se projetam. Antes dessa linda e prazerosa experiência com a Suzi, eu já havia escutado do Wagner Borges, do Saulo Calderon sobre a projeção também dos animais. Sobre a imortalidade da alma dos animais, já havia lido alguns livros espíritas e também havia visto um vídeo no youtube do Luiz Roberto Mattos, onde ele trata a imortalidade da alma dos animais. Contudo, é como diz o Saulo, nada se compara a experiência própria. Ela é única, é impagável, com certeza não há nada que pague o contentamento ao retornar de uma experiência assim!!!
  • Sentidos não mudam tanto – Em alguns vídeos do Luiz Roberto, ele comenta sobre as diferenças entre os mundos. Devido a nossa escala de evolução, os mundos aos quais temos acesso não são muito diferentes deste que conhecemos. Os sentidos permanecem, e nesta projeção tive a experiência do tato, conseguia tocar a Suzi, conseguia senti-la, sentia sua lambida de felicidade nas minhas mãos. Sentia seu pelo, seu formato. Conseguia de fato tocá-la e senti-la, como se fosse aqui.
  • Dejaísmo Projetivo – Acredito que tenha sido isso que ocorreu durante a fala do meu esposo, onde ele menciona sobre campo energético muito energizado, pois foi muito rápido o momento em que concordei com ele, sabendo do que se tratava e logo depois pensei que não podia esquecer daquele frase para buscar saber de que se tratava.
  • O controle do medo – Parando para escrever sobre a experiência, percebo como o medo apareceu diversas vezes. Algumas vezes por puro condicionamento, pois era sempre o medo que eu sentia quando me via naquelas situações no passado. Outras vezes, por ser algo novo, algo que não sabia identificar o que era. O principal foi que em todas as vezes, eu soube lidar com ele. Sobretudo manter a calma logo que esse sentimento aparecia, e então ele sumia sem que eu nem percebesse. Foi fantástico!
  • Domínio dos movimentos do corpo com o pensamento  – Foi a primeira vez que pensei em controlar meu corpo numa projeção, pensei em ficar de pé e fiquei, pensei em dar a volta pela cama e assim o fiz.
  • Relação espaço x tempo – Conversamos depois (eu e meu esposo) sobre a relação espaço x tempo, que com certeza são diferentes entre os diversos níveis de consciência, pois ao mesmo tempo que ele estava conversando comigo projetada, ele também acordou no corpo físico e me viu chamando-o.
  • Influência do corpo astral no corpo físico – Constatei algo que os estudiosos comentam bastante, que na faixa de atividade do cordão de prata, o corpo astral tem muita influência sobre o corpo físico. Foi o que me aconteceu quando projetada no quarto, perto do corpo físico, chamei meu esposo, o que repercutiu no corpo físico, chegando inclusive a acordar o Vitor de alto que o chamei! rs

Essa experiência foi grandiosa, adoro lembrar da felicidade que fiquei ao receber a visita de um animalzinho de estimação. Sempre que vou na casa dos meus pais fico perto da Suzi, fazendo-lhe carinho e ela sempre nos recebe como me tratou aqui, com uma felicidade enorme ao nos ver! A alegria foi recíproca!

Experimentar o outro lado estando ainda aqui é realmente gratificante.

Muita paz e serenidade para todos que se interessam pelas coisas do espírito, que a cada dia que passa, vejo que não muda muito do que temos atualmente. As mudanças não são bruscas, então, se desejamos algo melhor, comecemos a nos melhorar agora.

Abaixo um vídeo com um pedacinho do que é a alegria quando nos encontramos!!!

 

Um abraço enorme! Muito amor para o mundo! ♥️ 😉

 


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